O noroeste paulista dos sitiantes. : entre história e memória, liberdade e sujeição
Apresentamos a história de ocupação do extremo noroeste do Estado de São Paulo, percorrendo tanto os registros da história, de autoria de geógrafos, sociólogos, literatos, quanto a memória daqueles que acompanharam este processo histórico de ocupação. Por entre os fatos reconhecidos e/ou narrados a...
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| Formato: | Artículo |
| Lenguaje: | Portugués |
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| Sumario: | Apresentamos a história de ocupação do extremo noroeste do Estado de São Paulo, percorrendo tanto os registros da história, de autoria de geógrafos, sociólogos, literatos, quanto a memória daqueles que acompanharam este processo histórico de ocupação. Por entre os fatos reconhecidos e/ou narrados a nós, desvendamos a condição ambígua que caracteriza a formação desta classe de pequenos agricultores, proprietários de terras localizadas em uma das regiões de maior desconcentração fundiária, o extremo noroeste paulista, situada no interior do Estado que é hoje o maior produtor de cana de açúcar do país. Povoada por descendentes de imigrantes que compraram suas terras por entre as décadas de 50 e 70, a ocupação da região é tributária, de um lado, do esforço destes ex-colonos do ciclo do café em juntar divisas para conquistar a libertação do julgo dos grandes fazendeiros e, por outro, de sua submissão ao poder dos grileiros que expropriaram antigos ocupantes das terras [meeiros, posseiros], delas tomaram posse dela e as venderam em centenas de pequenas parcelas, empreendo o projeto de colonização da região.. Discutimos, através dos relatos da memória e da história, a ambigüidade que cerca a região e seus moradores, bem como às gerações que se seguiram àquela dos imigrantes, sempre postos entre a liberdade e a submissão. |
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